quinta-feira, 2 de junho de 2011

Spaceblooks ii
Dia 3 Lançamentos da SPace-Opera e do Guardiã da MEmória


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“Gerson, este seu lançamento está muito fraco.  Não tem mais livro, o vinho já acabou...  Não sei, não.  Acho que você vai ter que fazer outro para atender os amigos que ficaram na mão.”

[Sergio Oddone, do grupo BLISS com sinceridade
somente possível a um grande amigo de infância]



Estive hoje na Livraria Blooks, no complexo Unibanco Artplex, em plena Praia de Botafogo, para o encerramento da SpaceBlooks II, com o tão aguardado (pelo menos por mim!) lançamento carioca de meu romance de ficção científica erótica, A Guardiã da Memória (Draco, 2011), bem como da antologia de FC, Space-Opera (Draco, 2011)[1], organizada por Hugo Vera e Larissa Caruso.

Convite para o lançamento duplo.


Como o antologista Hugo Vera veio para o lançamento, encontrei-o na Rodoviária Novo Rio, onde aproveitei para comprar minhas passagens de ida e volta para Sampa no próximo sábado, por conta do lançamento paulistano da Space-Opera.  Da Novo Rio tomamos um táxi até a Lagoa para almoçar no Clube Naval (Piraquê) em companhia de Octavio Aragão, grande amigo e curador da Space Blooks 2011.  Enquanto aguardávamos Octavio, examinamos o belo banner que Hugo preparou para o lançamento da antologia.  Assim que Octavio chegou rumamos para o restaurante Passadiço, situado no segundo andar do clube com uma vista belíssima para a Lagoa Rodrigo de Freitas.  Almoçamos em meio ao bate-papo animado sobre antologias temáticas recentes e futuras, enredos sherlockianos em diversas mídias e ficção científica em geral.  Pedi o tradicional filé ao gorgonzola com batata rostie, Octavio optou por um peixe grelhado e Hugo foi de massa (creio que uma lasanha à bolonhesa).  Nós cariocas beberrões dividimos uma garrafa do tinto argentino Los Nevados Malbec 2007, ao passo que o paulistano abstêmio (sim, existe) tomou um suco de laranja.  Octavio nos falou do sucesso retumbante do segundo dia da Space Blooks 2011, que consistiu numa palestra do autor britânico Robert Shearman.  Além de ter bombado casa cheia, com pouca gente do fandom, mas muitos fãs das séries Dr. Who (das quais Shearman é roteirista), houve presença maciça da mídia, inclusive televisiva.

Almoço no Passadiço, Clube Naval (Piraquê).

Do Clube Naval caminhamos até minha casa, onde deixamos bagagens e banner e aproveitei para mostrar minha biblioteca ao Hugo e exibir os prêmios e diplomas auferidos por minha alter ego literária, Carla Cristina Pereira.  Aliás, já pelo caminho divulguei alguns nomes de fãs proeminentes que demonstravam uma quedinha pela Carla...

De casa eu e Hugo fomos caminhar no arboreto do Jardim Botânico, enquanto, num gesto magnânimo, Octavio transportou as seis garrafas de Boscato Reserva Merlot 2007 para a Blooks, para o lançamento conjunto das horas seguintes.

Pena que o tempo nublado não tenha permitido cumprir o programa planejado para a curta estada de Hugo Vera na Cidade Maravilhosa.  A visita ao Cristo Redentor tornou-se impraticável, pois o Corcovado apresentava-se coberto de nuvens.  Restou-nos, portanto, a caminhada pelas aleias e trilhas do arboreto do Jardim Botânico, sobretudo em torno dos lagos Frei Leandro e Pintos de Saracura, na antiga Fábrica de Pólvora e nas margens do Rio dos Macacos.  Ao longo do passeio, falei ao Hugo do hábito que desenvolvi recentemente das caminhadas diárias pelo Jardim Botânico.

Do arboreto voltamos para casa para nos prepararmos para a noite de lançamentos.  Tomamos um táxi e, meia hora de engarrafamento mais tarde, chegamos à Blooks por volta das 18:00h.  Já na entrada da galeria, encontramos o fã emérito Ricardo França e, pouco depois, na entrada da Blooks, minha grande amiga Mônica Chefer, que me encarregou de entregar o presente de aniversário da Cláudia, que só chegaria mais tarde com o pai, Ursulla e Ítalo.

Draco on the Blooks (by H.Vera)


Mal chegamos na livraria e descobrimos que a Draco só mandara vinte exemplares de cada um dos dois títulos do lançamento.  Imediatamente bateu o medo de que os livros esgotassem antes do fim do evento, temor que realmente se concretizou mais cedo do que esperávamos, por volta das 20:00h (Guardiã da Memória) e 20:30h (Space-Opera).

Hugo Vera e Gerson Lodi-Ribeiro com suas crias.

Em compensação, assim que chegamos, a sócia da Blooks, Elisa Ventura, apaziguou nosso receio quanto ao que fazer com o banner, arrumando um tripé para pendurá-lo.

Por falar em fãs eméritos, compareceram também Alexandre Amaral, Carlos Vinicius, Daniel Ribas, Eduardo Torres, Jorge Gervásio Pereira, Luiz Felipe Vasques, Pedro Dobbin e Rafael “Lupo” Monteiro.  Presentes também estiveram os escritores de literatura fantástica Ana Cristina Rodrigues e Carlos Eugênio Patati.

Mesa de Autógrafos - Clinton Davisson, Hugo Vera e Gerson Lodi-Ribeiro

Mesa de Autógrafos - Autores em ação.


Ao contrário do esperado, não tanto por falta de tempo, mas sim por certa falta de clima, acabou não rolando a linha-de-passe informal entre os quatro autores da antologia presentes ao evento: eu, Hugo Vera, Clinton Davisson e Maria Helena Bandeira,[2] esta última devidamente escoltada pela filha.  Embora eu já conhecesse a Helena relativamente bem e há mais de década, da troca de e-mails e posts no Orkut, esta foi a primeira vez que travamos contato pessoal ao vivo e em cores, pois, segundo a autora, ela raramente sai do Leme, bairro carioca onde reside.  Clinton me presenteou com um exemplar de seu romance de ficção científica futebolística Fáfia, a Copa do Mundo de 2022 (Nexus, 1999), que adquiriu status de raridade.  Infelizmente, o exemplar em questão está com algumas páginas em branco.L

Gerson, Edu Torres e Ana Cris Rodrigues com Maria Helena Bandeira.

Como convidei um bocado de gente e muitos amigos atenderam o convite, os vinte exemplares do romance se esgotaram como água numa banheira com ralo aberto.  Vários amigos da comunidade do fantástico nacional e de fora do meio que chegaram um pouco mais tarde se decepcionaram bastante por não terem logrado sair do evento com um exemplar debaixo do braço.  Hugo Vera e Ana Cristina Rodrigues (uma das sem-Guardiã) chegaram a telefonar e twittar para o Erick Sama, publisher e dono da Draco, para reclamar de seu excesso de humildade, por ter julgado que não venderíamos vinte exemplares de cada título.  Erick explicou ter remetido a mesma quantidade que mandou nos eventos anteriores.  De fato, esta foi a primeira vez em que os livros esgotaram num lançamento meu e vários amigos vieram me cumprimentar pelo êxito estrondoso do lançamento, embora eu preferisse que houvesse mais uns vinte ou trinta exemplares, para não ter contemplado as expressões decepcionadas nos semblantes de oito ou dez amigos chegados.  Enfim, de um jeito ou de outro, antes esgotar os exemplares no meio do lançamento do que só vender dois ou três exemplares em toda a sessão de autógrafos.

Gerson, Ana Cristina Rodrigues e Passarinho.

Mariana "Belly" com os Lançamentos Esgotados (by H.Vera).

Hugo, Maria Helena Bandeira e o curador Octavio Aragão (by H.Vera).


Nem só da comunidade carioca de ficção científica e fantasia viveu o lançamento conjunto do Guardiã da Memória e da Space-Opera.  Para minha grande satisfação e gratidão eterna, minha família compareceu em peso uma vez mais, constituindo o segundo maior contingente após a galera do fandom.  Meu irmão Ricardo levou uma amiga, que comprou não só um Guardiã como uma Space-Opera.

Família 1 - Mãe, Filho e Netalhada.

Família 2 - Gerson, Ricardo & Patrícia.
Representando meus amigos dos tempos do Colégio São José, o famoso grupo BLISS, estiveram presentes: Walter Petrone Lemos, Sandra Motta e Sergio Oddone (este, aliás, um sem-Guardiã).  Como Walter e Sandra chegaram cedo, pude conversar um pouco com eles, adiantando nossos planos de viagem nas próximas férias.  Tendo chegado um pouco mais tarde, Oddone reclamou pra burro e com razão da falta de livros para autografar e da interrupção (felizmente momentânea) no serviço do vinho.  Minutos mais tarde, já apaziguado por uma taça de Boscato, menos mal-humorado, sugeriu que eu autografasse livros de outros autores que os amigos escolhessem comprar na livraria.

Sandra Motta, Gerson e Walter Petrone

Sergio Oddone, Gerson & Cláudia.

Pela turma da pós-graduação em Vinho & Cultura, compareceu minha confreira Ana Maria Brandão Magalhães (mais uma sem-Guardiã).  Ela me contou das viagens recentes e de suas últimas experiências enológicas e eu lhe falei de nossos planos para a Toscana e o Vale do Loire em julho próximo e dos cursos que Cláudia está fazendo na Associação Brasileira dos Sommeliers.

Da parte dos amigos da Secretaria Municipal de Fazenda, apareceram para me dar um abraço Marco Aurélio Serra, amigo e colega dos áureos tempos do SAD Tijuca, e Marcelo Figueiredo, brilhante Gerente de Cadastro do IPTU, acompanhado por sua esposa.  Conversei brevemente com o Marco sobre a questão da meritocracia.  Amigo de nossa família, Marco se enturmou logo com Cláudia, Ana Lúcia e Clara, suas conhecidas de eventos anteriores.

Marcelo Figueiredo & Esposa (by H.Vera).

Família 3 - Marco Aurélio Serra e Clara Annarumma.

Também houve os fãs que compareceram não por causa do lançamento geminado da Draco, mas sim em virtude do Taikodom.  Glauco Morais e Alberto Oliveira não lograram adquirir A Guardiã da Memória, mas compraram os últimos dois exemplares da Space-Opera.  Enquanto eu autografava seus livros, eles puxaram assunto sobre o jogo, a Hoplon e o panorama atual da indústria brasileira de jogos para computador, mercado em que os dois almejam se inserir.

Fãs do Taikodom, Glauco e Alberto com Autores.

O fã Alexandre Amaral confessou só ter descoberto sobre os lançamentos em virtude de um post do Clinton Davisson numa lista de discussão de Star Wars.  De qualquer forma, além do Guardiã da Memória e da Space-Opera, Alexandre aproveitou a ida à Blooks para adquirir um exemplar da antologia Vaporpunk (Draco, 2010) para autografarmos no evento.

Lépido e fagueiro, meu sogro, Carlos Quevedo, enturmou-se num instante com Ricardo França e Jorge Pereira, seus antigos alunos do Departamento de Engenharia Eletrônica da Escola de Engenharia da UFRJ.  Eduardo Torres, graduado em Engenharia Química pela mesma escola também se integrou ao bate-papo animado dos ex-alunos do Mestre.  Edu Torres quebrou seu próprio recorde ao adquirir oito livros no total: quatro exemplares do romance e outros quatro da antologia.  Um kit para si e os outros três para os sobrinhos, no afã de disseminar o gosto pela ficção científica brasileira entre as novas gerações.  Grande Edu!

Mestre Quevedo e ex-alunos da Eletrônica da UFRJ Ricardo França e Jorge Pereira.

A beleza de minhas filhas Barbara e Ursulla foi elogiada por diversos amigos do fandom.  Curiosamente, nenhum desses amigos elogiou meu filho Erich, também presente e, a meu ver, tão bonito quanto elas.J

O beijo mais gostoso que recebi nesta noite triunfal foi o que me foi osculado na bochecha pela filhinha do Patati quando nos despedimos e o “Tchau, Gerson!” dela, proferido com sua voz aguda de criança pequena.

Ao fim do evento, o curador Octavio Aragão me confidenciou que a sócia da livraria, Elisa Ventura, mostrou-se bastante satisfeita com o resultado da noite de autógrafos.

No fim do lançamento geminado, estava tão exausto que nem sequer cogitei arregimentar os amigos remanescentes para o já tradicional jantar bebemorativo no Estação Gourmet.  Felizmente, Cláudia havia vindo em nosso carro, de modo que me arrastei uns poucos passos até o estacionamento da Casa & Vídeo, embarcamos e regressamos para casa após deixar o pai dela e o Ítalo em seus respectivos prédios.

Autores & Banner.


As ausências mais sentidas da noite foram as dos amigos Sylvio Gonçalves, Max Mallmann e Lúcio Manfredi.



Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 1º de junho de 2011 (quarta-feira).




Pela Blooks:
Elisa Ventura
Octavio Aragão (curador)
Toinho Castro

Pela Draco:
Clinton Davisson
Gerson Lodi-Ribeiro
Hugo Vera (antologista)
Maria Helena Bandeira

Participantes:
Adriano de Oliveira
Alberto Oliveira
Alexandre Rocha Amaral
Ana Cristina Rodrigues
Ana Lucia Lodi Ribeiro
Ana Maria Brandão
André Henrique Isabel Lodi Ribeiro
Barbara Reiter Lodi Ribeiro
Bianca Xavier
Bruno Borsaro Lodi Ribeiro
Carlos Eugênio Patati
Carlos Peres Quevedo
Carlos Vinicius
Clara Annarumma
Cláudia Quevedo Lodi
Cláudio Xavier
Daisy Lodi Ribeiro
Daniel Ribas
Eduardo Torres
Erich Reiter Lodi Ribeiro
Glauco Morais
Ítalo Cordovil
Jorge Pereira
Luiz Felipe Vasques
Marcelo Figueiredo
Marco Aurélio Serra
Mariana “Belly” Gouvin
Mônica Chefer
Patrícia Bacha
Pedro Dobbin
Rafael “Lupo” Monteiro
Ricardo França
Ricardo Lodi Ribeiro
Rodrigo Borsaro Lodi Ribeiro
Sandra Motta
Sergio Oddone
Ursulla Quevedo Lodi
Walter Petrone Lemos



[1].  Além da introdução da dupla de antologistas e do ensaio “Onde Nenhum Brasileiro Jamais Esteve?” de Fábio Fernandes, a antologia apresenta nove trabalhos de ficção curta, entre contos e noveletas, na ordem de apresentação seguinte: “No Amor e na Guerra” (Gerson Lodi-Ribeiro); “A Esfera Dourada” (Clinton Davisson); “Mádrax” (Maria Helena Bandeira); “Tempo Instável” (Jorge Luiz Calife); “Temos que Cumprir a Cota” (Letícia Velásquez); “Seu Momento de Glória” (Marcelo Jacinto Ribeiro); “Logan Marshall” (Larissa Caruso); “Ganimedes” (Hugo Vera); e “Pendão da Esperança” (Flávio Medeiros Jr.).
[2].  Porque o fato é que praticamente não paramos de autografar e conversar com os fãs o tempo todo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Spaceblooks II
Dia 1 Mash-ups de assis
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“Será que há semelhança entre os defensores do cânone literário que atacam os mash-ups e os críticos politicamente corretos que pretendem censurar o racismo na literatura infantil de Monteiro Lobato?”
[Octavio Aragão, curador do SpaceBlooks II]



Deu-se hoje na Livraria Blooks, situada da galeria Unibanco Artplex na Praia de Botafogo a abertura da SpaceBlooks II, com a mesa-redonda “Mash-ups Machadianos”, moderada pelo curador do evento, Octavio Aragão e a participação dos escritores Lúcio Manfredi, autor de Dom Casmurro e os Discos Voadores (Leya, 2010)[1] e Pedro Vieira, autor de Memórias Desmortas de Brás Cubas (Tarja, 2010).

Cheguei à Blooks direto do trabalho com quinze minutos de atraso em relação ao horário oficial de 19:00h.  Já estavam presentes os autores da mesa e, para variar, Lúcio fumava seu “cigarrinho do antes” na entrada da galeria do Artplex para relaxar.  Também presente estava o convidado especial britânico, Robert Shearman, trazido da Grã-Bretanha sob os auspícios da Cultura Inglesa.  Shearman falará amanhã na palestra “Ficção Científica na TV”.  Além disso, estavam lá o escritor e roteirista Max Mallmann e, é claro, o agitador cultural da própria Blooks, Toinho Castro e da gerente da livraria, Elisa Ventura.  Jaciara, responsável pela divulgação do evento por parte da Cultura Inglesa também compareceu.  Graças a ela, a SpaceBlooks II apareceu numa nota no caderno Prosa & Verso do O Globo de sábado passado e em O Dia.

 

Ausências sentidas foram a de Eduardo Torres, atual presidente do Clube de Leitores de Ficção Científica; da autora e editora de fantasia Ana Cristina Rodrigues, do autor e quadrinista Carlos Eugenio Patati e do fã emérito Ricardo França.

Por falar em fãs eméritos, compareceram também Rafael “Lupo” Monteiro e Daniel Ribas.

A mesa-redonda se iniciou por volta das 19:40h com o curador Octavio apresentando os escritores Pedro Vieira e Lúcio Manfredi à plateia de cerca de vinte e cinco pessoas, público menor do que o presente em eventos anteriores na Blooks, mas surpreendentemente bom para uma segunda-feira.
Pedro Vieira.


Pedro Vieira abriu os trabalhos falando da gênese de seu Memórias Desmortas de Brás Cubas a partir da leitura do mash-up Orgulho, Preconceito e Zumbis, de Grahame-Smith, baseado no clássico Orgulho e Preconceito, de Jane Austen.  Após comentar que esse romance que deu origem à onda mash-up, é algo monótono, por esgotar a piada original bem antes de concluir a narrativa — talvez pelo fato do autor se ter sentir obrigado a reter boa parte do texto original de Jane Austen — Pedro esclareceu que seu romance não deveria ser classificado como mash-up, uma vez que não emprega trechos extensos do texto original do romance de Machado de Assis, preferindo começar do ponto em que Memórias Póstumas de Brás Cubas parou, à semelhança do que Kim Newman fez em Anno Dracula, em relação ao clássico do horror de Bram Stoker.

Lúcio Manfredi revelou que a produção de Dom Casmurro e os Discos Voadores fez parte de uma estratégia da editora Leya de organizar uma coleção de mash-ups garimpando os clássicos da literatura brasileira, questão já comentada na crônica sobre o lançamento do romance do Lúcio em setembro passado.
Lúcio Manfredi.

Os dois escritores teceram comentários bem-humorados sobre os preconceitos enfrentados e as críticas acerbas recebidas da parte da intelligentzia da literatura brasileira.  De maneira geral, os críticos de plantão se mostraram indignados ante o atrevimento deles em fundir temáticas fantásticas a textos há muito santificados pelo cânone.  Autores e plateia comentaram que diversas narrativas audiovisuais desprovidas de elementos fantásticos que atualizaram temáticas expressas em romances machadianos foram de maneira geral bem acolhidas pela crítica.  Octavio estabeleceu uma comparação dessa atitude tacanha do cânone com a patrulha ideológica exercida há pouco tempo contra a literatura infantojuvenil de Monteiro Lobato, por conta de trechos pretensamente racistas, quando, em verdade, o autor só demonstra seu racismo no romance de ficção científica O Presidente Negro.

Max Mallmann, Rafael Lupo e Daniel Ribas levantaram questões e comentários relevantes para enriquecer o debate que se seguiu após as falas dos escritores.  Ao longo dessa interação animada, um cidadão de cerca de setenta anos sentado na última fileira manifestou-se diversas vezes em voz gutural para cobrar a produção de mash-ups inspirados em Iracema e nas obras de Clarice Lispector e Jorge Amado.  Houve quem insinuasse que tal indivíduo estaria, na verdade, emulando um zumbi para divulgar o evento, versão não confirmada por Jaciara.

Encerrada a mesa-redonda, autografei a coletânea Outros Brasis (Mercuryo, 2006) e o romance de história alternativa Xochiquetzal, uma Princesa Asteca entre os Incas (Draco, 2009) para o Pedro Vieira.  Também autografei meus contos “Eram os Deuses Crononautas?” e “Coleira do Amor”, publicados respectivamente em Intempol (Ano-Luz, 2000) e Vinte Anos de Hiperespaço (Virgo, 2003) para Daniel Ribas.
Octavio Aragão, Curador do SpaceBlooks 2011.


Já mais ou menos de saída, travei contato com o autor britânico Robert Shearman, roteirista da série Doctor Who, sujeito que demonstrou ser a simpatia em pessoa, desejando-me sucesso no lançamento de A Guardiã da Memória (Draco, 2011) depois de amanhã.  Também conversei com a gerente e dona da livraria, Elisa Ventura, sobre as garrafas de Boscato Reserva Merlot que levarei para os lançamentos da quarta-feira.

Rafael "Lupo" Monteiro, Max Mallmann, Lúcio Manfredi, Octavio Aragão e Pedro Vieira.


Após um bate-papo com Max Mallmann e Rafael Lupo, parti da livraria para aguardar a Cláudia, que viria de táxi da ABS para me buscar na entrada da galeria Artplex Unibanco.

Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 30 de maio de 2011 (segunda-feira).




Participantes:
Daniel Ribas
Elisa Ventura [Blooks]
Gerson Lodi-Ribeiro
Jaciara [Divulgação – Cultura Inglesa]
Lucio Manfredi
Max Mallmann
Octavio Aragão
Rafael “Lupo” Monteiro
Robert Shearman
Toinho Castro [Blooks]



[1].  Lançado em setembro do ano passado na Livraria Travessa do Leblon, junto com outros três mash-ups da editora, todos inspirados em clássicos da literatura brasileira já sob domínio público.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Noveletas selecionadas para a DIESELPUNK

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Dieselpunk: "Because steam was not dirty enough!

 



 
     Segue abaixo, a relação de trabalhos selecionados para a Dieselpunk:
(ordem alfabética do título das noveletas, nada a ver com a ordem de apresentação na antologia)

  • “Ao Perdedor, as Baratas” [Antonio Luiz da Costa];
  • “Auto do Extermínio” [Cirilo Lemos];
  • “Cobra de Fogo” [Sidemar Castro];
  • “O Dia em que Virgulino Cortou o Rabo da Cobra sem Fim com o Chuço Excomungado” [Octavio Aragão];
  • “A Fúria do Escorpião Azul” [Carlos Orsi Martinho];
  • “Grande G” [Tibor Moricz];
  • “Impávido Colosso” [Hugo Vera];
  • “Pais da Aviação” [Gerson Lodi-Ribeiro]; e
  • “Só a Morte te Resgata” [Jorge Candeias].

     Reparem que, ao contrário do que ocorreu no caso da Vaporpunk, agora não há contos ou novelas, apenas noveletas.
     O nível médio elevado dos trabalhos da Dieselpunk foi atingido graças a uma seleção "natural" brutal que procurou triar oito ou nove trabalhos das quarenta e muitas submissões recebidas.
     O lado triste é que fomos obrigados a deixar muito material bom de fora.
     O lado bom é que, com a seleção criteriosa, quem ganha é o leitor.
     Cumpre agora montar o livro, revisar os textos aprovados e passar a bola para o Erick Sama, publisher da Draco.

Enjoy!
Gerson.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Antologia de Contos Eróticos Fantásticos

GUIDELINES



Prezados & talentosos autores de ficção fantástica em língua portuguesa:

    Gostaríamos de convidá-los a submeter textos originais de ficção curta para uma antologia de contos eróticos de ficção científica, horror e fantasia que pretendemos fechar no segundo semestre de 2011 e lançar no primeiro semestre de 2012. O título provisório é Uma Alienígena Gostosa na Minha Cama.

    Estamos interessados em receber trabalhos inéditos de até 8.000 (oito mil) palavras sob forma de arquivos em formato RTF. Por inédito, entendemos trabalhos ainda não publicados em papel. Em caráter excepcional, a nosso critério, poderemos eventualmente aceitar trabalhos já publicados há vários anos, desde que não estejam mais disponíveis ao público-alvo a que nosso produto se destina.

     Nosso deadline é 31 de dezembro de 2011.

    O que nós desejamos? Receber trabalhos com tramas criativas, enredos originais, e carga erótica elevada, do tipo que deixará a maioria dos nossos leitores arrepiada. Um pequeno parênteses aqui: erotismo não significa vulgaridade barata. Missão difícil? Com certeza. Mas temos confiança de que vocês — ou pelo menos alguns de vocês — conseguirão atingir o padrão de qualidade que almejamos.

    Para tornar a brincadeira ainda mais divertida, anunciamos de antemão que pretendemos privilegiar trabalhos inventivos e originais. O que isto quer dizer exatamente? Essencialmente, que clichês surrados, como o do vampiro emo (sem “h”), não serão lidos com bons olhos pelos avaliadores que apreciarão os trabalhos submetidos.

    Em condições ideais, gostaríamos de montar uma antologia equilibrada entre autores, homens e mulheres, das mais diversas orientações sexuais. Aceitaremos trabalhos de autores de qualquer nacionalidade, planeta, raça e espécie, desde que grafados em português correto. Submissões de autores(as) portugueses(as) serão especialmente bem-vindas.

    Mas, afinal, o que escrever?

    A nosso ver as possibilidades temáticas são quase infinitas. Sexo no futuro; quantos sexos as pessoas terão e como esses sexos interagirão entre si; orientações e preferências sexuais; brinquedos eróticos autoconscientes ou não; parceiros artificiais, sobrenaturais ou alienígenas; espécies para as quais o sexo é apenas uma forma de procriar; espécies que respiram sexo o tempo todo; acoplamentos em g-zero ou sob gravitação elevada; relacionamentos com viajantes temporais e muito, muito mais. Sua imaginação poderosa, caro autor criativo, é o único limite. Confiamos que, se você colocar essa criatividade prodigiosa para funcionar, o resultado será maravilhoso.

    Encerramos com um pequeno alerta: O que ensejará rejeição sumária? Pedofiilia; textos homofóbicos ou que denotem preconceito de qualquer natureza; trabalhos mal escritos; contos repletos de clichês e lugares-comuns.

    Aguardamos (ansiosamente!) sua submissão.

    Submissões para glodir@unisys.com.br com cópia para ericksama@gmail.com.

    Boa sorte e até breve.

Erick Sama
Gerson Lodi-Ribeiro
Abril de 2010.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Lançamento Carioca da VaporpunkXochiquetzal, uma Princesa Asteca entre os Incas



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“Eu tenho direito, sim.”

[Daniel Ribas, afirmando que tinha o direito a autógrafos em todos os (muitos) livros trazidos à mesa]



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Lançamento de Corrente,

Lançamento de Corrente, de Estevão Ribeiro



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“Do jeito que o horário de propaganda política
 anda cheio de baixarias horrorosas, o mundo real
 está dando de dez a zero na ficção de horror...”
[Frase ouvida na plateia durante a mesa-redonda]





Compareci hoje à noite na livraria Blooks, situada na galeria do Unibanco Artplex na Praia de Botafogo para o lançamento do thriller Corrente (Draco, 2010), de Estevão Ribeiro, com direito ao pós-lançamento do mash-up Memórias Desmortas de Brás Cubas (Tarja, 2010), de Pedro Vieira, uma vez que poucos puderam comparecer ao lançamento da véspera por causa do forte temporal que se abateu na Zona Sul da cidade na noite de ontem. Pré ou pós-lançado também foi a coletânea de quadrinhos bilíngue (português-inglês) Pequenos Heróis (Devir, 2010), com roteiros do Estevão, quadrinizados por vários desenhistas diferentes.


Minha presença no lançamento foi do tipo aparição-relâmpago. Como precisava buscar minha filha no curso PH lá em Ipanema às 20:20h, tive que sair do evento em plena mesa-redonda que, por sinal, estava bastante animada. Depois de minha partida, descobri pelos blogs e sites da vida que também apareceram por lá amigos que não cheguei a ver por lá, como Eduardo Torres, Carlos Eugênio Patati e André Vianco. Aliás, pelo sorriso do Edu com a taça de vinho na mão, junto com o Estevão, deduzo que a qualidade do tinto servido após a mesa-redonda foi das melhores... :-)

Cheguei direto do trabalho e desta vez, por incrível que pareça, consegui saltar bem em frente à Artplex Botafogo. Em plena galeria encontrei com a Mariana “Belly” Gouvin, que saía para comprar uma pipoca, mas não consegui papear com ela mais tarde.

Dentro da Blooks, encontrei Ana Cris e o autor. Como sabia que meu tempo era curto, tratei de comprar logo os dois livros do Estevão e o mash-up do Pedro Vieira. Com a mesa-redonda já prestes a começar, aproveitei que os autores se acomodaram em torno da mesa para coletar meus autógrafos. Enquanto Estevão autografava o Corrente, conversei brevemente com Tomaz Adour, antigo publisher e sócio da Papel & Virtual, editora pela qual publiquei a primeira edição da coletânea Outros Brasis em distantes idos de 1999. Lembramos do lançamento num pequeno restaurante do Horto que só deve ter funcionado coisa de dois meses, se tanto.

A mesa-redonda foi integrada por Ana Cristina Rodrigues, Estevão Ribeiro e Pedro Vieira, com apresentação e moderação a cargo de Anny Lucard. O tema da mesa foi a pergunta dirigida aos autores, “Do que você tem medo?”, assunto que, naturalmente, rendeu pano para manga, rendas e babados. No início dos trabalhos, ainda na fase da apresentação dos integrantes, Anny se mostrou um pouco nervosa. Porém, depois que a primeira fila da plateia lhe fez ver que estávamos entre amigos ali, ela se soltou e tudo correu bem.


Estevão Ribeiro, Miguel e Ana Cristina Rodrigues.


Autógrafos na Mesa-Redondaionar legenda

Pedro Vieira e Anny Lucard

 

A boa surpresa de minha breve estada na Blooks foi conhecer pessoalmente Pedro Vieira, o simpático autor do Memórias Desmortas de Brás Cubas. Aliás, não sei por que lapso inexplicável deixei de comprar esse mash-up na Fantasticon 2010. Porém, de qualquer forma, reparei minha falha não só comprando o livro como coligindo o autógrafo do leitor. Depois de ler e apreciar muito o Dom Casmurro e os Discos Voadores do Lúcio Manfredi, atacarei o Memórias Desmortas assim que concluir o excelente Casas de Vampiros (Tarja, 2010), onde Flávio Medeiros dá uma bela turbinada na temática surrada dos vampiros.



Infelizmente, no melhor da festa ou, quiçá, antes do melhor da festa começar, tive que bater em retirada para buscar a Ursulla em seu curso. À porta da livraria, ainda troquei duas ou três palavras com o Toinho Castro antes de correr para o ponto de táxi. Bebemorações pós-lançamentos terão que ficar para a próxima. Desta vez não deu tempo de sequer filar o vinho que a Blooks normalmente serve após a mesa-redonda. :-((( Bem, enfim, fica para a próxima...


Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 27 de outubro de 2010 (quarta-feira).







Participantes (até eu sair...)


Ana Cristina Rodrigues
Anny Lucard
Estevão Ribeiro
Gerson Lodi-Ribeiro
Mariana “Belly” Gouvin
Rafael “Lupo” Monteiro
Toinho Castro
Tomaz Adour

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Lançamento de Dom Casmurro e os Discos Voadores, de Lúcio Manfredi




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“Gerson, é a última chance de retirar o que disse
e nós fingimos que não ouvimos nada...”
[Lúcio Manfredi]





Deu-se hoje à noite na filial Ipanema da Livraria da Travessa o lançamento do romance de ficção alternativa Dom Casmurro e os Discos Voadores, de Lúcio Manfredi, que marca a estréia desse autor como romancista.

Na verdade, foi o lançamento conjunto de quatro romances mash-up ou ficção alternativa (dependendo da quantidade de apropriação e alteração sobre o texto do autor clássico original) dentro do selo Lua de Papel, da editora Leya.* Uma tendência recente, importada do mercado editorial anglo-saxão, a partir do êxito comercial do romance mash-up Orgulho, Preconceito e Zumbis, baseado no texto original de Jane Austen. Felizmente, autores e editoras brasileiras tiveram o bom senso de explorar os clássicos originais brasileiros, em vez de tentar seus congêneres estrangeiros.


Capa do romance.

[*] Respectivamente, Dom Casmurro e os Discos Voadores, de Machado de Assis & Lúcio Manfredi; Senhora, a Bruxa, de José de Alencar & Angélica Lopes; A Escrava Isaura e o Vampiro, de Bernardo Guimarães & Jovane Nunes; e O Alienista Caçador de Mutantes, de Machado de Assis & Natalia Klein.
Ao chegar na Travessa surpreendi o autor fumando um cigarro na calçada da livraria (Ah, o vício...) para relaxar.

— Pô, Lúcio! Você não devia estar autografando? E o seu público? — Reclamei.

— Relaxa, Gerson. Tá todo mundo lá dentro. Só tô aproveitando uma brecha aqui um pouquinho. — Replicou entre tragada e baforada.

Após comprar meu exemplar no caixa, encontrei com o Rafael Lupo Monteiro. Empolgado, Lupo contou que adquiriu os quatro romances lançados hoje. Lúcio logo se reuniu a nós, esclarecendo de bate-pronto a principal dúvida da noite: segundo ele, seu Dom Casmurro e os Discos Voadores é ficção alternativa e não um mash-up. Falou que acrescentou muita coisa sua, mantendo apenas cerca de 30% do texto original do Machado de Assis. Aproveitei para coligir meu autógrafo antes que os outros amigos e fãs chegassem à livraria.

Autor, Obra e eu.
Eduardo Torres chegou cerca de meia hora mais tarde e, após a primeira taça, elogiou o tinto servido no lançamento, que não conseguimos descobrir a procedência. Aliás, o serviço estava com o bom padrão de qualidade habitual da Travessa Ipanema, que eu anteriormente atribuía exclusivamente aos lançamentos da Rocco, uma vez que nosso amigo Max Mallmann sempre lançou seus romances ali. Além do patê de fígado com geleia, do musse de gorgonzola e do frango ao curry, como inovação, tivemos um delicioso caldinho de ervilha servido em copos de plástico do tamanho de cálices de licor.

Conversamos sobre as várias narrativas de Spartacus, do romance do Howard Fast, ao filme clássico homônimo (1960), com roteiro de Dalton Trumbo e direção de Stanley Kubrick, passando pela série estilosa e quadrinística Spartacus — Blood & Sand presentemente exibida na Globosat HD. Esse papo começou quando Edu nos contou que seu sobrinho, entusiasmado com a leitura de O Centésimo em Roma do Max Mallmann, pediu-lhe outro romance histórico ambientado na Roma Antiga. O tio lhe comprou o romance de Fast e, mais tarde, o DVD remasterizado do Spartacus de Trumbo & Kubrick, com direito a entrevistas antigas e recentes de atores, diretor e roteirista, análise de cenas de roteiro mantidas ou mudadas no filme que foi às telas de cinema.

Vez por outra, um Lúcio renitente era arrancado à própria revelia do nosso bate-papo ameno e forçado a se sentar à mesa de autógrafos para cumprir o ritual sagrado de autor. Das vezes em que presenciei tal violência, a única em que esse acedeu de bom grado foi para conversar sobre a capa de seu romance com uma fã mirim de uns sete ou oito anos de idade, faladeirinha e extrovertida que só ela...

Autor e sua mais jovem admiradora.

Pouco mais tarde, chegou Ana Cristina Rodrigues, que teceu elogios ao romance que iniciou toda a voga atual de “parcerias” entre autores mainstream mortos cujos textos já caíram sob domínio público e autores de literatura fantástica atuais, o Pride, Prejudice and Zombies, que leu no original. Segundo Ana, pelo menos esse romance seminal é de fato um mash-up e, em sua opinião, muito divertido. Comentei que o maior problema desse tipo de parceria é que, para que o leitor desfrute devidamente da sutileza do trabalho, em muitos casos, teria que primeiro ler ou reler o romance clássico original que inspirou o parceiro vivo a escrever o mash-up.

Max Mallmann foi o penúltimo a chegar, mas fez questão de reparar uma grande injustiça. Outro grupo de amigos & conhecidos do Lúcio trouxe um exemplar em hardcover do The Big Penis Book lá do outro lado da livraria e o colocou perto da mesa de autógrafos para chocar nosso amigo ou, quem sabe, entusiasmar algum dos outros três autores da mesa. Em desagravo, Max desencavou um hardcover análogo sobre vaginas e o posicionou do lado do livro anterior. Casamento perfeito!

Já que o papo versava sobre sexo, comentei alguns detalhes picantes sobre a série Spartacus — Blood & Sand. Talvez por causa da temática de gladiadores e de certa predisposição anterior ao assunto, meus amigos levaram os comentários para o lado da sacanagem. Ainda tentei me explicar, mas há situações em que quanto mais você explica, mas se complica. Ao perceber que estava numa delas, julguei melhor me calar a fim de preservar os poucos trapos de reputação que me restavam. :-)

Autor & sua Tropa de Choque.

Ainda conversei com ela sobre a proposta do Erick Sama da Draco para que nós dois organizemos os lançamentos da editora aqui no Rio na livraria Blooks. A ideia é fazer uma mesa-redonda para o lançamento da Imaginários 3 (onde também seriam vendidas as Imaginários 1 & 2) e outra para a Vaporpunk (onde também seria vendido o Xochiquetzal). Eu moderaria as duas mesas e a Ana participaria de pelo menos uma delas. Vamos ver como é que vai rolar.

Estevão Ribeiro chegou quase da hora de encerrar a fase oficial do evento. O pessoal estava planejando partir da Travessa para o bar Devassa mais próximo. Não pude esticar com os amigos, pois tive que buscar minha filha no curso pré-vestibular noturno que ela está fazendo às terças e quartas-feiras.

Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 28 de setembro de 2010 (terça-feira).







Participantes:
Ana Cristina Rodrigues
Eduardo Torres
Estevão Ribeiro
Gerson Lodi-Ribeiro
Lúcio Manfredi
Max Mallmann
Rafael “Lupo” Monteiro